Mapa revisa normas de inspeção para restabelecer exportações de carne bovina in natura aos EUA

Segunda-feira, 26/06/2017 às 00:00, Imprensa Blairo Maggi

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está revisando as normas de inspeção em frigoríficos para atender as exigências dos Estados Unidos, que nesta quinta-feira (22) suspenderam temporariamente a importação de carne in natura do Brasil em razão de presença de abcessos em alguns cortes, disse o ministro Blairo Maggi. “Vamos ter uma metodologia de inspeção ainda mais rigorosa.” Maggi informou que viajará aos EUA, assim que a nova instrução normativa (IN) sobre o assunto estiver pronta, para negociar o fim do embargo ao produto brasileiro.

 

“Quando os americanos receberem as informações do Brasil, vou até os Estados Unidos, com uma equipe do Mapa, para fazer as discussões necessárias para restabelecer as importações de carne in natura para esse mercado tão importante que conquistamos nos últimos anos”, acrescentou o ministro. Maggi enfatizou que o Brasil lutará para retomar a venda de carne fresca ao país, por ser um mercado muito importante.

 

O ministro lembrou que o Brasil já havia descredenciado cinco de 15 plantas frigoríficas habilitadas a exportar carne in natura para os EUA. “Assim que recebemos a informação sobre a presença de abcessos nos cortes, tomamos essa providência”. Segundo ele, o abcesso pode ser resultado de reação a componentes da vacina contra a febre aftosa.  “Vamos abrir imediatamente uma sindicância para ver o tipo de reagente utilizado e se, de fato, ele está causando esses resíduos nas carnes enviadas para lá.”

 

Maggi reiterou ainda que o Mapa está atento à questão. “Não é um assunto que surgiu hoje. Tanto que já havíamos feito a suspensão voluntária de cinco plantas para evitar embargo. Agora vamos correr atrás, vamos tentar resolver esse assunto o mais breve possível, já que a pecuária brasileira passa por um momento de dificuldade com preços baixos para os produtores e o mercado americano é importante para manter as cotações de bovinos no Brasil.”