Biografia

Nascido em 29 de maio de 1956, em Torres (RS), Blairo Maggi é engenheiro agrônomo, empresário, político brasileiro e atualmente está Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Foi o 53º governador do estado de Mato Grosso de 2003 a 2010 e senador da República pelo mesmo Estado de 2011 até maio de 2016.

Seu pai, André Antônio Maggi, fundou, em 1973, a Sementes Maggi, que tornou-se, depois, o Grupo Amaggi, do qual Blairo é fundador e um dos principais acionistas junto de sua mãe, Lúcia, do cunhado, Itamar Locks, e da irmã, Marli. Os Maggi foram os líderes mundiais na produção de soja nos anos de 1990 e início de 2000, o que rendeu ao político a fama de 'rei da soja'. Em 2014, segundo a revista Forbes, a família era a sétima mais rica do país, sendo Blairo o segundo político mais rico do Brasil.

Em 2002, quando se candidatou pela primeira vez ao governo do Mato Grosso, admitiu preferir a candidatura de Lula à Presidência da República em relação a Ciro Gomes, nome indicado pelo PPS, seu partido na época. Eleito com 51% dos votos priorizou os investimentos em infraestrutura no estado, tendo pavimentado mais de mil de quilômetros de estradas.

Por apoiar oficialmente a reeleição do petista, quatro anos depois, reeleito governador, deixou o Partido Popular Socialista, filiando-se ao Partido da República (PR). Participou, assim, da base de sustentação política do segundo mandato do governo Lula. Nesta época, o Greenpeace o elegeu o rei do desmatamento e lhe concedeu o prêmio Motosserra de Ouro. Como senador, no início do primeiro governo Dilma, continuou apoiando o PT, tendo sido, inclusive, cotado para assumir o Ministério dos Transportes na época. Contudo, opôs-se ao Governo, sobretudo no seu segundo mandato, em virtude da grave crise econômica que assolou o país. Participou publicamente do processo de Impeachment que depôs a Presidente.

Nesta feita, deixou o PR e se filiou ao Partido Progressista (PP) para compor o governo Michel Temer.

Casado com Terezinha Maggi tem três filhos: André, Belisa e Ticiane. Em 1973, a família fundou no Paraná a empresa Sementes Maggi, produtora de sementes de soja, cultura que começava a avançar pelo Cerrado brasileiro.

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná, chegou a Mato Grosso, para plantar soja em Itiquira, no sul do estado. O negócio prosperou, dando origem ao atual Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Considerado o maior produtor individual de soja do mundo, Blairo Maggi (através do Grupo Amaggi) é responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Na safra de 2005/2006 perdeu o título para seu primo Eraí Maggi Scheffer, presidente do Grupo Bom Futuro.


Vida Política

Iniciou sua vida pública como suplente do senador Jonas Pinheiro, ocupando o posto de primeiro suplente do senador eleito em 1994. Naquela época, Maggi era filiado ao Partido Progressista (PP). A proximidade com o senador refletiu em todo o seu governo eleito em 2002. Filiado ao Partido da República (PR), após desfiliar-se do Partido Popular Socialista (PPS). Foi governador do estado de Mato Grosso, eleito para o mandato 2003-2007 e reeleito para o termo 2007-2010.

Desfiliou-se do Partido Popular Socialista (PPS) por apoiar a reeleição do presidente Lula em 2006 a troco da renegociação de dívidas dos produtores rurais brasileiros com o Banco do Brasil e a prerrogativa de indicar ou vetar nomes para alguns cargos no governo federal, entre outros entendimentos candidamente expostos pelo governador na campanha pela reeleição de Lula. Renunciou ao cargo para ser candidato ao Senado Federal.

Em 2008, Maggi criou o programa denominado MT Legal, que visa estimular a regularização e legalização fundiária, além de monitorar as propriedades rurais do seu estado através de imagens de satélite. Todavia, o estado de Mato Grosso não só continua incluído no chamado "Arco do Desmatamento" (a parte da Amazônia Legal que mais perde área florestada) como o ritmo do desmatamento do estado dobrou (depois do seu governo), entre agosto de 2012 e julho de 2013. Mato Grosso foi o estado que mais desmatou, depois do Pará, respondendo por 621 km² dos 2.007 km² de acréscimo à área devastada, nesse período.


No mundo

Blairo foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009. Também em 2009, a Revista Forbes considerou o empresário como 62º entre os 67 líderes mais influentes do mundo. Entre os critérios avaliados pela revista estão o grau de influência sobre outras pessoas, capacidade de liderança, importância econômica e as áreas de atuação que, no caso de Maggi, são política, industrial, na produção de alimentos e na logística de transportes.


Senador por Mato Grosso

Em 2011, foi eleito com mais de um milhão de votos para compor o Senado Federal pelo estado de Mato Grosso. Foi seguido, então, por Pedro Taques, eleito com ele, que por sua vez recebeu pouco mais de 700 mil votos.

Em 27 de fevereiro de 2013, Blairo assumiu a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado Federal, apesar da resistência dos parlamentares ligados ao movimento ambientalista.

Em novembro de 2015, anunciou seu ingresso ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Porém meses depois, em março de 2016, recuou na decisão e confirmou que continua no Partido da República (PR), ao menos até as eleições de 2016.


Ministro

Em maio de 2016, filiou-se ao Partido Progressista (PP), a fim de representar o partido no governo Michel Temer, assumindo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Técnico na área, Maggi assumiu a pasta no lugar de Kátia Abreu, com o desafio de atender ao segmento que responde por mais de um quarto do PIB brasileiro: o agronegócio.

Logo após sua posse o ambientalista Daniel Nepstad - referência em ecologia ambiental e respeitado em todo o mundo - afirmou que Blairo Maggi fará sim uma agenda ambiental brasileira, vez que, quebrou paradigmas ao sair das críticas que recebeu em 2005 - quando o Greenpeace entregou um prêmio ao empresário denominado "Motosserra de Ouro". Conforme cita o ambientalista, Blairo foi responsável por levar uma delegação de 35 pessoas à Bali, em 2007, para participar da Conferência para Acordo do Clima (COP). Fruto dessa experiência, Maggi estipulou um ambicioso plano de redução do desmatamento em Mato Grosso, e no ano de 2009 conseguiu abaixar as taxas em 87%. Trabalho que o credencia para o desempenho da nova função, por mostrar que desenvolvimento e produção podem sim caminhar lado a lado com o meio ambiente.

À frente do Mapa, Maggi lançou o Plano Agro+ no intuito de reduzir a burocracia de diversos processos do setor, assim como de atualizá-los. A iniciativa foi a primeira, entre os Ministérios do novo governo, criada com essa intenção. Em setembro do mesmo ano, em viagem oficial à China, expressou o objetivo de expandir em mais de 3% a participação brasileira no comércio mundial de alimentos num prazo de cinco anos, saindo dos então 7% e alcançando 10%. Na ocasião, fez críticas às restrições chinesas, como a demora na habilitação de novas plantas, que, segundo ele, ocorreriam para impor a compra de produtos chineses pelo Brasil.